República

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∙ Poder, política e Democracia
República, como se sabe, é uma forma de governo. Entre ela e a Monarquia, optou o povo brasileiro pela manutenção da primeira, adotada entre nós desde 1891. Por isso a Constituição Federal chama o Estado Brasileiro de “República Federativa do Brasil”. Aqui o propósito será o de estudar os rumos desta República, envolvida num enérgico “pêndulo social”. Portanto, no repertório temático desta seção haverá discussões em torno do poder, da política, do Direito, das instituições, do interesse público e da Democracia e suas permanentes dificuldades. Com isso, quer-se responder constantemente às perguntas: como anda o País? O que se quer agora e para o futuro? “Por amor ao debate”, talvez; sem a paixão obcecada por uma visão de mundo e com o respeito a opiniões, é o que se espera. Enfim, este será mais um espaço dedicado a um tipo de debate que, antes de agitar a consciência e inquietar o espírito, banha os interessados com cidadania.
Imagem: acervo Museu da República.







Publicações da seção República





  • Patologias psiquiátricas da política contemporânea.




    Patologias psiquiátricas da política contemporânea.


    Epílogo Não seria possível começar este texto sem pedir licença aos profissionais da psicologia e psiquiatria pela analogia abordada aqui, e não é minha intenção criar ou deturpar fenômenos estudados e comprovados. Não levem a sério, mas não interpretem apenas como uma piada. TOMO I O Transtorno Repulsivo Compulsivo (TRC). As condições psiquiátricas aqui trabalhadas surgem de um mesmo fenômeno psicossocial, a repulsa por qu [...]


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  • Marca da covardia e molde de palavras venenosas




    Marca da covardia e molde de palavras venenosas


    O ódio insuflado nas multidões é o bafio de um vento de revés, uma avalanche que se propaga em ondas num mar de paranoia coletiva assumindo proporções epidêmicas de contágio sobre um cerco sitiado e acuado. Escárnio e vilipêndio são perpetrados por uma seita covarde de fanáticos ensandecidos reunidos com propósitos de destruição. Misto de crueldades e misérias assacadas contra indefesos por bestas-feras sanguinárias e perigosa [...]


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  • O rascunho democrático (parte II)




    O rascunho democrático (parte II)


    Certa vez, neste mesmo local, publiquei um texto comentando o processo de impeachment da Dilma e como as pessoas estavam debatendo o ideal democrático, tanto por parte dos apoiadores quanto dos contrários ao ocorrido. Nesta situação, tentei expor que esse ideário democrático da discussão existia majoritariamente enquanto preocupação da classe média, em ambos os lados. A democracia brasileira é apenas um rascunho democrático, como d [...]


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  • No limbo arrefecem desencantos e espantos




    No limbo arrefecem desencantos e espantos


    É bastante conhecida nas agências de propaganda a ideia de que ninguém perderá dinheiro se apostar na estupidez coletiva; algo equivalente a isso ocorre na baixa política praticada de modo cotidiano e contínuo. Nesses tipos de atividade, onde a aparência supera a essência, é Inútil procurar legitimidade ética ou moral que dê sustento às práticas de enganação quase naturalizadas: a falta de honestidade é o seu alimento. Se for [...]


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  • Tempos modernos




    Tempos modernos


    Camaradas direitistas, é tempo de comemoração. O golpe impeachment completou um ano e meio e já começamos a colher seus frutos. Fomos às ruas aos milhares. Gritamos fora Lula, fora Dilma, Fora PT e pedimos até o fim do Foro de São Paulo, que tinha como objetivo implementar o comunismo no Brasil, para podermos eliminar o câncer que assolava nossa nação. Uma ditadura gayzista, esquerdista, feminista, maoísta, marxista, humanista e tan [...]


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  • Enfrentar o fascismo é lutar em campo de honra: os ousados e corajosos dignificam a Democracia




    Enfrentar o fascismo é lutar em campo de honra: os ousados e corajosos dignificam a Democracia


    Enfrentar o fascismo é lutar em campo de honra: os ousados e corajosos dignificam a Democracia Há pelo menos uma serventia associada a esse atual descalabro, esse estado de decadência que deixa expostas algumas das chagas do Brasil: — o mito da cordialidade e fraterna serenidade dos brasileiros ruiu de vez. Vivemos uma batalha de resistência, uma guerra de guerrilha para enfrentar essa multidão estupidificada como zumbis a formar legi [...]


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  • Crise para que te quero?




    Crise para que te quero?


    Sentado à janela, já se foram duas xícaras de café. Que por sinal, não foram suficientes para me acordar. Ainda mais sabendo que a reforma trabalhista foi aprovada do jeito que foi pelo Senado brasileiro. Dizem que Voltaire era fascinado por café, chegando a tomar de 20 a 40 xícaras diariamente. Talvez eu precise de mais café para escrever melhor. Como de costume, abro o Twitter pela manhã. Confesso que não consigo mais começar o di [...]


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  • O paradoxo da desigualdade




    O paradoxo da desigualdade


    Qual o papel do Estado brasileiro na promoção da redução das desigualdades sociais? Na teoria, o Estado tem um papel muito importante para a redução de desigualdades sociais. Os tributos são importantes para manter os sistemas de saúde, educação, segurança, transferência de renda, direitos trabalhistas, etc. O fortalecimento do Estado é resultado das lutas sociais contra um sistema de mercado altamente desregulamentado do século [...]


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  • A Velha Política




    A Velha Política


    “Acontece com a velhice o mesmo que com a morte. Alguns enfrentam-nas com indiferença, não porque tenham mais coragem do que os outros, mas porque têm menos imaginação.” (Marcel Proust) A Velha Política já nasceu senil. Desde o berçário ela arreganha a boca banguela em troca de algo para mamar, sem esforço, sem glória, para poder sustentar o sugar sem méritos daqueles que só se aproveitam das tetas gordas do poder. A Velha Po [...]


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  • Eu vi o futuro, baby. Ele é passado.




    Eu vi o futuro, baby. Ele é passado.


    1º de janeiro de 2019. O mito sobe a rampa do Palácio do Planalto. Cumprimenta Michel Temer que lhe passa a faixa presidencial, cabisbaixo e ciente de sua insignificância. Em seu primeiro discurso, o mito tece elogios aos militares pelo apoio e aos cidadãos de bem que lhe deram a vitória. 30 % do país assiste estupefato sua ascensão. 70% comemora. 1º de janeiro de 2023 O mito discursa pela tv e via streaming nas redes sociais em [...]


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