02/jan/2018 por

O Eu justiceiro

justiça
Apresento-lhe eu
o supra-sumo da ignorância,
mas oque posso fazer
se estou sempre certo.

Sou o núcleo do grupo
a voz da razão,
a minha balança desproporcional
está sempre com um peso.

Luz, câmera, ação
e você entre minhas mãos
através das lentes
você vê minha justiça.

Não existe inocência,
não existe necessidade,
não existe meios,
não existe Estado.

Amordaçado pelo crime
solto sem ar,
Somos os cidadãos
somos o Estado.

O martelo que bate
é o mesmo que solta,
mas veja bem
não sou o criminoso
dessa historia.

Imagem: Amarildo

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