17/jan/2018 por

O brilhante cinismo de Diógenes

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Diógenes, o filósofo grego, o mais radical dos Cínicos, tinha uma vida… curiosa.

Desprezando todas as convenções sociais e desapegadão no limite, ele costumava dormir na rua, com cachorros. Chamado por transeuntes de “cão”, ao invés de se ofender e explicar sua filosofia, ele aceitou o xingamento e simplesmente mijou nas pessoas, como um cachorro.

Sua única posse era uma vasilha de madeira. Quando viu um garoto beber água fazendo concha com as mãos, jogou fora sua vasilha, horrorizado com o quão materialista e fútil ele estava se tornando.

Ao ser pego se masturbando em público, foi levado a julgamento. Se defendeu dizendo que “queria que também fosse tão fácil acabar com a fome apenas esfregando a barriga”.

E claro, a famosa cena em que Alexandre, o Grande, ao encontrar Diógenes tomando sol peladão na rua, perguntou se havia algo que Diógenes queria, que ele, o homem mais poderoso do mundo, providenciaria.

Diógenes, indiferente, disse que gostaria que Alexandre saísse da frente do sol.

Alexandre, admirado, teria dito que “se eu não fosse Alexandre, gostaria de ser Diógenes”. Diógenes retrucou que “se eu não fosse Diógenes, também gostaria de ser Diógenes”.

A propósito, a palavra grega pra cínico significa “como um cão”.

Imagem: inserir

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