08/fev/2017 por

Meu nome é Enéas.

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Antes de começar, preciso fazer uma ressalva. Se você chegou até aqui por conta do Enéas, PARE, leia meus outros textos.
Você pode gostar, desgostar, criticar, elogiar, mas faça com sinceridade e argumentos… Minha única exigência.

Prontos?

Muito se fala sobre a existência “mitológica” de um tal deputado chamado Jair Bolsonaro, pra que fique mais claro, questiono a mitologia e não a existência, uma vez que a internet é a terra fértil da teoria da conspiração, não quero deixar dúvidas.

O já citado ser humano, sim, ainda é um ser humano, acabou de concorrer à presidência da Câmara dos Deputados e conseguiu angariar incríveis 4 (quatro) votos, a internet não perdoa…

Vejam que ironia do destino! Em um outro texto meu publicado aqui, questionei a validade de determinadas críticas que a esquerda fazia à direita e vice versa, considerando que eram basicamente acusações iguais de lados diferentes, como na grande novela: Quem matou Teori? Um lado acusando o outro. Este comportamento é antigo e não é sobre isso que quero falar, mas compõe o cenário que preciso que se crie para que entenda meu argumento, ok?

Qual foi a pessoa líder da “extrema esquerda” que conseguiu chegar ao cargo citado? E à Presidência da República? Se falar Lula volte dez casas… E qual foi a pessoa líder da “extrema direita” que conseguiu o mesmo feito?

Se a sua resposta foi: nenhuma, parabéns, você acaba de avançar duas casas e merece saber um pouco mais sobre como o o extremismo sempre foi uma piada no Brasil quando declarado de forma aberta. Digo isso respeitando os indivíduos que ali estavam defendendo sua causa, não os julgo por acreditarem em algo, mas que a população em geral nunca votou em extremos, que existe uma mania de imparcialidade, isso é bem nítido. Algumas aulas de história e você resolve este enigma.

Eu não sei a quem socorro primeiro, aos que acreditam que Bolsonaro é um mito ou aos que dão relevância aos que acreditam. Na minha cabeça, o camarada aí é o novo Enéas, apenas isso.

Em um país que acredita que “pega mal” expor uma ideia mais crítica acerca da realidade, quando esta questiona os valores, obviamente, uma vez que existem incontáveis charlatões da oratória fingindo que são polêmicos mas que falam mais do mesmo, quando não de forma cínica e que incentiva um combate entre as pessoas, levar em consideração a existência e relevância deste ser humano que não tem um mínimo de sabedoria política e de estabelecimento de relações diplomáticas, apenas uma base de votos, é a mesma coisa que acreditar que o Enéas poderia ganhar para presidente.

Devo lembrar também vossas senhorias de que este texto tem data histórica, não é uma profecia, faz uma leitura do hoje. Neste caso, podem ocorrer diversas coisas que poderiam mudar o cenário político nacional, mas daí a levar este sujeito ao cargo máximo da nação é um pouco mais difícil, não impossível, não é mesmo Tiririca? O mais importante nisso é que aqueles que o acusam de ser isso ou aquilo fazem mais propaganda que os militantes, não é interessante?
(Aquela brecha retórica pros que se acham muito espertos pra dizer que faço o mesmo sem perceberem que o texto não é voltado ao indivíduo em questão, “eu si divirtu”).

Meu nome é Jair, digo, Enéas, digo, Everaldo, digo Kim Kataguiri, digo qualquer um sem uma representatividade relevante.

Imagem:

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