27/set/2017 por

A marcha do exército do Deus do Amor

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Em 375  antes de Cristo, um exército de espartanos, favorecidos por Ares, o deus da guerra, foi derrotado pela primeira vez por outros gregos em menor número. Eram tebanos, e marchava com eles a sua força de elite, favorecida por Eros, o deus do amor, que ordenava que morressem gloriosamente no campo de batalha.

Eles eram o Bando Sagrado de Tebas, uma tropa de choque e terror, composta de 150 pares de amantes homossexuais, devotados entre si pelas obrigações mútuas do amor. Sempre na linha-de-frente da batalha, sua função era irromper as fileiras inimigas e eliminar seus generais, causando pânico e confusão.

Sua força residia no fato de que lutariam até a morte para proteger seus pares; se estes morressem, lutariam até a morte para vingá-los.

O Bando Sagrado foi formado com base em um texto de Platão, que imaginou um exército formado apenas por soldados homossexuais. Ele teria dito que “ao lutar ao lado de seu par, mesmo sendo apenas um bando, eles poderiam sobrepujar o mundo. Pois que amante escolheria ser visto pelo seu amado enquanto abandona seu posto ou larga suas armas? Ele estaria pronto pra morrer mil mortes antes de ter que suportar tal vergonha.”

Nas poucas vezes em que foram derrotados, seus mortos eram sempre em números pares. Nenhum tebano do Bando Sagrado de Eros jamais abandonou seu amante em batalha.

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